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» » » » O dia que Mané Garrincha jogou em Passo Fundo

Foto: Arquivo/Museu do Botafogo.

Manuel Francisco dos Santos, o Mané Garrincha ou simplesmente Garrincha, nasceu em Magé/RJ em 28 de outubro de 1933 e faleceu em 20 de janeiro de 1983. Jogou por Botafogo, Corinthians, Flamengo e Olaria, além de ter vestido a camisa da Seleção Brasileira em 60 jogos, marcando 17 gols e conquistando a Copa do Mundo em 1958 e 1962.

O dia 3 de março de 1968 entrou para a história do futebol passo-fundense. Mané Garrincha foi contratado para jogar no 14 de Julho de Passo Fundo, em um clássico contra o Atlântico de Erechim.

Segundo o jornalista Lucas Scherer, Garrincha foi buscado em Porto Alegre no domingo, dia do jogo, pelo então presidente do clube, Hilário Rebechi. Ele almoçou na casa do presidente, na Vila Cruzeiro, junto com o prefeito do município Mário Menegaz e do bispo Cláudio Colling.

O jornalista Meirelles Duarte (in memória), do jornal "O Nacional", que fez a cobertura da estadia de Garrincha na cidade, contou que na hora de servir o almoço, Garrincha não estava presente e ninguém sabia de seu paradeiro. Até que o encontraram nos fundos da casa, brincando com pássaros.

Depois do almoço, o jogador foi para o Estádio Celso Fiori, que hoje já não existe mais. O estádio lotou para ver o craque, que não brilhou, pouco tocou a bola, pouco foi acionado e pouco driblou com as suas "pernas tortas". Com apenas 40 minutos em campo, ele chegou a ser vaiado e os visitantes, o Atlântico, venceram por 1 a 0.

Carlos Alberto Romeno, atual presidente da Associação dos Torcedores do 14 de Julho, conta que estava naquela partida. "Eu era juvenil do 14 de Julho, foi ao jogo e lembro. A cidade estava em polvorosa, acompanhou o craque desde a sua chegada. O estádio ficou lotado. Mas ele não estava bem, não conseguiu empolgar. Passados alguns dias, começaram a aparecer alguns boatos de que ele tinha bebido muito no sábado, e a consequência foi aquele domingo ruim", declarou.

Ainda naquele domingo, havia um boato de que Garrincha poderia ser preso, em Passo Fundo mesmo, caso não repassasse uma quantia de 2 mil cruzeiros novos (R$ 40 mil, em valores atualizados) para a sua primeira esposa Nair Marques (com quem teve oito filhas). Lucas Scherer conta que emissoras de rádio do Rio de Janeiro e de São Paulo alertavam para uma possível prisão do jogador.

No fim, Garrincha não chegou a ser preso, mas sofreu com o alcoolismo e acabou falecendo aos 49 anos, com o fígado e o pâncreas destruídos pelo álcool, de infecção generalizada.

Foto: Reprodução/Diário da Manhã.


Com informações de Rafael Diverio. 

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